sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Descobrindo o Documentário


Chegamos para a oficina nos deparando com a estranheza de tantos rostos apreensivos, com medo de terem entrado em uma "furada". Com paciência e aos poucos fomos quebrando o gelo, brincadeiras, piadas, e descontração nos tiravam do posto de "professores" e nos colocavam como pessoas que estavam ali apenas para ensiná-los algo a mais.
Claro que as conversas não cessaram por todo tempo, já que se tratavam de jovens, mas os olhares antes apreensivos agora eram curiosos para saber o que viria, e sem que tivéssemos percebido já se passara o tempo nos concedido, nos despedimos e a curiosidade do que aconteceria no próximo encontro tomou conta do ambiente.




Dia seguinte: Gravação dos documentários.

Agitação completa, mistura de euforia com entusiasmo por conta dos meninos e meninas, mas pelo nosso lado também até porque podíamos nos ver em um lugar que nunca tínhamos estado: "estávamos ensinando". A alegria de fazer algo diferente de suas rotinas, experimentar algo novo, contar aos colegas que não participaram da oficina o que estavam fazendo, saltava aos olhos vivos daqueles jovens e para nós era fascinante poder presenciar aquilo, havíamos nos esquecido da magia do cinema, e eles nos lembravam disso. E como no dia anterior, as horas passaram voando, já era hora de nos despedir e aguardar o próximo encontro: A exibição. Não sabemos pelo lado deles, mas nós estávamos ansiosos, pois seria a concretização de todo um trabalho idealizado.



Chegado o dia da exibição. Era um burburinho só, todos queriam saber como havia ficado aquilo que eles gravaram, roteirizaram, enfim, como seria o resultado de algo que eles nunca haviam feito antes. Todos na sala de exibição prontos para ver o seus trabalhos, mas antes de tudo uma pausa para agradecer a uma professora que fora fundamental para uma integrante do nosso grupo até sua chegada na UEG, feito isso fomos às exibições. Quando o primeiro documentário começou a ser exibido o burburinho antes pequeno agora tomara maiores proporções, principalmente quando surgia na tela alguém que se encontrava na sala, os risos e cochichos eram inevitáveis. Era realmente incrível olharmos para eles e ver como estavam vidrados na tela, o áudio não ajudava muito pelas condições dos auto-falantes usados, mas mesmo assim eles prestavam atenção e pareciam gostar. Terminada a sessão nos despedimos pela última vez, e confesso (Wanessa Costa) que bateu no peito uma dorzinha que pensei que não existiria, eles haviam recarregado minhas baterias e minhas esperanças de forma que eu nem havia notado.

O trabalho foi feito com o sucesso que sonhamos, voltamos agora para a universidade como uma outra visão, um outro ar, uma nova experiência, e para nós o gênero documentário nunca mais será o mesmo depois da oficina.
Queríamos deixar os nossos sinceros agradecimentos aos alunos das turmas 4º Período "A" e "B" e do 5º Período "A" por dedicar mesmo que pouco tempo à nossa oficina, por se interessarem pelo que queríamos passar, e por nos ensinar o que os livros ou um banco de faculdade não pode ensinar, você foram muito importantes para o nosso crescimento profissional e pessoal, e a vocês a nossa sincera gratidão.

Grupo de documentário: Edem Ortegal, Kely Carvalho, Stephania Luiza, e Wanessa Costa.





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